Luzes neon, refrões chiclete e lutas contra demônios vão ganhar um novo round. A Netflix oficializou a produção de KPop Demon Hunters 2, continuação direta da animação que conquistou o mundo em 2025.
A primeira aventura de HUNTR/X, lançada em 20 de junho daquele ano, somou prêmios, números estratosféricos de audiência e duas indicações ao Oscar. Agora, o estúdio streaming anuncia que Maggie Kang e Chris Appelhans retornam para escrever e dirigir o segundo capítulo.
Fenômeno global: a força de HUNTR/X nas telas
Em pouco mais de 96 minutos, KPop Demon Hunters apresentou ao planeta o trio Rumi, Mira e Zoey, dublado por Arden Cho, May Hong e Ji-young Yoo. As vozes dão personalidade a personagens que equilibram fama de idols com a rotina nada glamourosa de caçadoras de demônios. A química entre as atrizes foi apontada como peça-chave para a identificação imediata do público.
Enquanto os vocais energizam apresentações dignas dos maiores palcos da Coreia do Sul, a animação investe em expressões faciais detalhadas e em coreografias fluidas. O visual “eye-candy” ressalta os contrastes entre os palcos iluminados e as batalhas sombrias travadas contra o boy group Saja Boys, demônios disfarçados de astros pop. O resultado? Mais de 500 milhões de visualizações desde a estreia.
Dupla de diretores volta ao comando
Maggie Kang e Chris Appelhans assinam novamente roteiro e direção. O anúncio marca o primeiro projeto do contrato exclusivo de vários anos firmado pelos dois com a Netflix. Em comunicado, Kang afirmou que o universo criado “ainda tem muito a oferecer” e reforçou o orgulho de contar uma história coreana autêntica que ecoou além das fronteiras culturais.
Appelhans, por sua vez, disse que retornar a esse mundo “já soa como voltar para casa” e prometeu desafiar as protagonistas em novos caminhos. Ele adiantou que continuará a mesclar música, roteiro e arte para romper limites, abordagem que transformou o longa no filme mais assistido da plataforma até hoje. Essa permanência criativa lembra como mudanças de bastidor podem redefinir franquias, tal qual ocorreu quando Kevin Williamson deixou a direção de Pânico 8, movimento que abriu espaço para uma nova fase da série de terror de forma semelhante.
Marca histórica nos charts e na audiência
Além da bilheteria em streaming, um feito musical impulsionou o hype: HUNTR/X se tornou o primeiro girl group de K-pop a alcançar o topo da Billboard Hot 100 com o single Golden. O hit, favorito dos fãs nas redes sociais, também concorre ao Oscar de Canção Original.
Imagem: Divulgação
Dan Lin, presidente da divisão de filmes da Netflix, celebrou a quebra de barreiras culturais promovida pelo longa. Para ele, a missão do estúdio é criar o “filme favorito de alguém”, e a dupla Kang-Appelhans cumpriu essa meta ao entregar a produção mais popular da história do catálogo.
O que esperar de KPop Demon Hunters 2
A continuação ainda não tem data de lançamento, mas a expectativa é que a narrativa aprofunde os dilemas de vida dupla de Rumi, Mira e Zoey. Com os Saja Boys expostos como demônios, o trio precisará balancear a pressão da fama global, novas ameaças sobrenaturais e a evolução pessoal de cada integrante.
A promessa de “empurrar os limites” na união entre roteiro e trilha sonora sugere canções inéditas e números de dança mais elaborados. O sucesso do primeiro filme levanta a régua: repetir a espontaneidade sem perder frescor será o principal desafio da equipe criativa. Esse tipo de encruzilhada já aconteceu em outras continuações elogiadas recentemente, como War Machine, que chegou direta à Netflix e impressionou pela forma física de Alan Ritchson em situação parecida.
Vale a pena ficar de olho?
Se o primeiro filme misturou com êxito animação estilosa, voz marcante das atrizes e um roteiro que brinca com o universo pop coreano, a sequência tem terreno fértil para evoluir os temas de identidade e fama. Com o comando seguro de Maggie Kang e Chris Appelhans, KPop Demon Hunters 2 surge como forte candidato a novo fenômeno de streaming, fazendo jus à atenção que Salada de Cinema continuará dedicando a cada novidade da produção.









